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O altar como lugar de arrependimento (Salmos 51:7)

  • Foto do escritor: Devocional NaRota
    Devocional NaRota
  • 2 de jan.
  • 2 min de leitura

“Quando foi a última vez que você se arrependeu de verdade?” Às vezes a gente tenta esconder a culpa atrás de boas intenções, palavras bonitas ou desculpas que só encobrem o pecado — mas não o tratam. Davi tentou seguir em frente depois de cair, mas o Espírito Santo o confrontou. E foi aí que ele entendeu: o altar não é um lugar de aparência… é um lugar de quebrantamento. E é por isso que ele diz: “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” — Salmos 51:17


Esse salmo nasce de um confronto. Davi não está tentando se justificar, ele está confessando. Não há autopiedade aqui, há arrependimento real. Ele entende que não é sobre ele — é sobre Deus, sobre santidade, sobre voltar para o centro da vontade do Senhor. O altar, nesse texto, aponta para Cristo — porque somente em Cristo existe perdão, restauração e uma vida transformada que rompe com o pecado, e não o normaliza.


  1. Arrependimento não é sentimento — é ruptura com o pecado.

    O texto nos confronta a abandonar a ideia de “errar e seguir a vida”. Um coração quebrantado não negocia com aquilo que desagrada a Deus. Não basta sentir culpa — é preciso confessar, largar e obedecer. Isso exige decisões reais: cortar hábitos, mudar ambientes, ajustar relacionamentos e rejeitar práticas que ferem a santidade. Arrependimento bíblico não é momentâneo, é mudança de direção.


  1. O altar é lugar de rendição, não de justificativa.

    Davi não tenta explicar o pecado, ele se entrega diante de Deus. Hoje, isso nos chama a parar de culpar o contexto, o cansaço, a pressão ou a sociedade. O cristão é chamado a depender de Deus — não do próprio controle. Isso significa orar antes de agir, buscar conselho bíblico, viver em disciplina espiritual e reconhecer: sem Cristo, a carne domina — mas sob obediência, o Espírito governa.


  1. Só há restauração verdadeira quando Cristo é o centro.

    O texto nos lembra que Deus não rejeita quem se humilha diante dEle. Mas essa restauração não é autoestima religiosa — é transformação de vida. Cristo nos chama para obedecer, abandonar a vida dupla, romper máscaras espirituais e viver em integridade no secreto e no público. Dependência de Deus significa renunciar ao “meu jeito” para viver do jeito de Cristo — todos os dias.


Sem uma vida centrada em Cristo, não existe arrependimento verdadeiro — só remorso passageiro. O altar nos chama a quebrantamento, obediência e transformação real. Voltar ao altar é voltar a Cristo — e permitir que Ele governe cada área da nossa vida.

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